Lula eleito: líderes mundiais reagem e Trump silencia

Após a vitória de Lula na eleição presidencial de 2026, presidentes latino-americanos e o Canadá parabenizaram o petista, enquanto Trump não se manifestou.

Vetor Geopolítico2 min de leituraMundo

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026 gerou uma onda de reações internacionais neste domingo (25/10), com presidentes latino-americanos e o primeiro-ministro do Canadá entre os primeiros a parabenizar o petista. O silêncio de Donald Trump, porém, chama atenção: o presidente dos EUA não se manifestou sobre o resultado até a manhã desta segunda-feira. A reação internacional lula é um termômetro de como o Brasil será recebido nos próximos quatro anos.

Vizinhos latino-americanos lideram manifestações

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, foi uma das primeiras a se pronunciar: “Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil. Parabéns, presidente Lula!”. O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, também anunciou ter parabenizado Lula. Do lado da direita, o presidente do Chile, José Antonio Kast, disse ter conversado com o petista e defendido uma agenda de integração econômica e combate ao crime organizado na região.

A presidente do Peru, Keiko Fujimori, destacou a proximidade do bicentenário das relações diplomáticas entre os dois países e defendeu a cooperação para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Também parabenizaram Lula os presidentes Rodrigo Paz (Bolívia), Santiago Peña (Paraguai), Daniel Noboa (Equador) e José Raúl Mulino (Panamá).

Canadá e Bernie Sanders reforçam apoio

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, falou em fortalecer a parceria com o Brasil: “Vamos aproveitar esta oportunidade para torná-la ainda mais forte, juntos — para criar grandes novas oportunidades de comércio, proteger o meio ambiente e construir maior prosperidade”. O ex-candidato à Presidência dos EUA Bernie Sanders também exaltou a vitória, afirmando que Lula “defendeu os trabalhadores brasileiros e a democracia”.

Silêncio de Trump e peso econômico

A ausência de manifestação de Donald Trump contrasta com a desenvoltura dos vizinhos. Em julho de 2025, os EUA anunciaram tarifas de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, e o vice-presidente Geraldo Alckmin atuou diretamente nas negociações com setores industriais e do agronegócio. O silêncio do republicano mantém em aberto o rumo da relação comercial entre Brasil e EUA, principal destino de exportações brasileiras.

O economista Daron Acemoglu, do MIT, classificou a eleição brasileira como a mais importante fora dos EUA em 2026, comparando o retorno da família Bolsonaro ao poder a um segundo mandato de Trump. Para ele, o país é central para a América Latina.

Próximos passos da diplomacia

Com a vitória confirmada, o governo Lula deve retomar a agenda de integração regional com os vizinhos sul-americanos, que sinalizaram disposição para cooperar em comércio e segurança. A grande incógnita segue sendo Washington: sem sinal de Trump, a equipe econômica brasileira precisará definir a estratégia para lidar com as tarifas de 50% e com a relação comercial com os EUA no novo mandato.

Por que importa para o Brasil

A reação internacional à vitória de Lula importa para o Brasil porque sinaliza o tom da relação com parceiros comerciais e vizinhos. O silêncio de Trump, que já aplicou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em 2025, mantém incerteza sobre o comércio bilateral e o custo de exportações para os EUA. Já as manifestações de apoio de países latino-americanos e do Canadá abrem espaço para avançar em acordos de integração e cooperação econômica.

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