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A mídia brasileira em dados

O que a mídia brasileira está discutindo

Assuntos mais citados nas últimas matérias de fontes brasileiras, segundo a classificação temática do GDELT (GKG). A variação compara os últimos 7 dias com os 7 anteriores.

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Em português claro

A cobertura captada pelo GDELT continuou dominada por conflitos, mesmo após recuar na comparação semanal. A escalada no Iêmen, as ameaças a rotas de petróleo e as negociações regionais ajudam a entender por que segurança, energia, comércio e diplomacia aparecem ligados. Os acontecimentos dão contexto à pauta; os gráficos não comprovam, isoladamente, qual notícia causou cada variação.

Conflitos recuam na pauta, mas as guerras continuam centrais

O tema passou de 15,5% para 13,7% das matérias entre as semanas comparadas. Isso significa uma fatia menor do noticiário, não uma redução equivalente da violência. Em outubro, a ONU alertou para a escalada no Iêmen e seus efeitos sobre civis e rotas marítimas; na Ucrânia, ataques continuavam a atingir casas e infraestrutura energética. Guerras prolongadas geram desdobramentos militares, humanitários e diplomáticos que mantêm o assunto em circulação. A queda também pode refletir maior espaço para outras notícias. ONU: Iêmen · ONU: Ucrânia

Energia e comércio: a guerra chega às rotas e aos preços

Na leitura anterior, energia recuou de 6,5% para 5,8% e comércio de 5,6% para 4,9%. A redução na participação não significa que os riscos desapareceram. Em 27 de outubro, a Reuters relatou que expectativas de negociações em Teerã conviviam com novos ataques houthis à Arábia Saudita e receios sobre a oferta de petróleo. Quando uma rota ou instalação é ameaçada, o risco pode afetar fretes, seguros e preços; por isso uma mesma reportagem pode receber classificações de energia, comércio e conflito. O cruzamento indica associação na cobertura, não uma medida direta do impacto econômico. Reuters: petróleo e diplomacia

Migração e ajuda humanitária: o efeito das crises sobre as pessoas

O gráfico recente indica avanço da participação do tema. Uma das conexões possíveis está no Iêmen: a intensificação dos combates obrigou famílias a deixar suas casas, enquanto migrantes continuavam a enfrentar uma travessia perigosa rumo ao país. A OIM descreveu, em outubro, essa crise simultânea de deslocamento e chegada de migrantes. Um pico de um único dia pode refletir um acontecimento ou várias matérias sobre ele; é preciso examinar as notícias classificadas antes de atribuir a alta a um caso específico. OIM: deslocamento e migração

Diplomacia: negociações ganham espaço quando o custo da escalada aumenta

O aumento da fatia de diplomacia é compatível com a atenção às conversas sobre a crise regional. A Reuters registrou expectativas de negociações em Teerã ao mesmo tempo que os ataques mantinham a incerteza sobre o petróleo. A relação funciona nos dois sentidos: o risco econômico e humano cria pressão para negociar, mas uma conversa anunciada não garante cessar-fogo nem elimina a ameaça às rotas. A categoria automática cobre apenas parte da linguagem diplomática, portanto seu percentual não é uma contagem completa de iniciativas.

Temas em queda: menos espaço não é menos problema

Crime organizado e tecnologia perderam participação na comparação apresentada. Sem consultar as matérias individuais, não há base para atribuir essas quedas a uma operação, decisão ou mudança real da criminalidade ou dos ataques digitais. A proporção depende tanto do número de notícias do tema quanto do volume das demais pautas. Uma semana concentrada em guerras ou eleições, por exemplo, pode reduzir a fatia relativa de outro assunto mesmo sem reduzir seu número absoluto de matérias.

Análise editorial referente aos dados de 21 a 27 de outubro de 2026, comparados com os sete dias anteriores. Fontes brasileiras classificadas automaticamente pelo GDELT; os eventos externos contextualizam os resultados e não demonstram causalidade estatística. Atualizar esta leitura junto com os gráficos.

Como a mídia fala: cruzamentos, conexões e tom

Análises do GKG (Global Knowledge Graph) do GDELT sobre fontes brasileiras: quais países aparecem em quais assuntos, quais assuntos costumam vir juntos e o tom médio da cobertura.

Quem aparece em quê

Número grande: parte das matérias do país que trata do assunto. Número pequeno: quantas vezes isso supera a média do noticiário (1,0× = igual à média); quanto mais forte a cor, mais acima da média. Toque numa célula para ver o número de matérias.

Toque numa célula para ver quantas matérias são.

Como ler a tabela

Número grande: a fatia. De cada 100 matérias sobre o país, quantas tratam do assunto. Em 19 de cada 100 matérias sobre a China o assunto é conflito.

Número pequeno: quanto o assunto aparece mais (ou menos) do que no noticiário em geral. Em todas as matérias das fontes brasileiras, 14% tratam de conflito. Entre as matérias que citam a China, são 19%, ou seja, a China está ligada a conflito 1,4 vez mais do que o noticiário em geral, e a célula mostra 1,4×. Se entre as matérias sobre a China o conflito também fosse 14%, seria 1,0× (igual à média); se fosse 28%, seria 2,0×.

Por que os dois. O número grande mostra o tamanho do assunto na cobertura do país. O pequeno mostra se o assunto é uma marca dele: comércio é 39% das matérias sobre o Mercosul, quase 8 vezes a média (cerca de 5%), e a cor da célula fica forte a partir de 2×. Já conflito é 32% das matérias sobre os EUA, um número grande, mas só 2,3× porque o tema é grande em quase todo país. Ao tocar numa célula aparece também o total de matérias; uma célula escura com poucas matérias vale menos que uma clara com muitas.

Assuntos que aparecem juntos

Pares de assuntos que ocorrem na mesma matéria acima do esperado (últimos 30 dias).

    Como ler os pares

    Cada linha é um par de assuntos que aparece na mesma matéria. O valor em × diz quantas vezes isso acontece a mais do que o acaso explicaria, dado o quanto cada assunto aparece sozinho. Quanto maior, mais ligados os dois assuntos estão no noticiário brasileiro.

    Tom da cobertura

    Diferença entre o tom médio da cobertura do item e o tom médio de todas as matérias nos últimos 14 dias. À direita, a série diária do tom. Valores negativos = cobertura mais negativa que o normal.

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    Como ler o tom

    É o Brasil falando do mundo. Todas as matérias vêm de fontes brasileiras. Este bloco mostra como a imprensa brasileira fala de cada país ou assunto, não como é a situação lá fora e não como o Brasil está.

    O número compara o tom das matérias que citam o item com o tom de uma matéria brasileira qualquer no mesmo período. Zero é igual ao normal. Negativo é um vocabulário mais pesado (guerra, ataque, crise); positivo, mais leve. Exemplo: um país com -1,00 aparece em matérias com tom 1 ponto mais negativo que a média do noticiário.

    Na barra, a marca no meio é essa média: vermelho à esquerda é mais negativo, verde à direita é mais positivo. A linha ao lado mostra o tom dia a dia; se ela sobe, a cobertura está ficando menos pesada.