MDIC projeta tarifa zero para 94% das exportações brasileiras à UE
MDIC projeta que acordo Mercosul-UE zere tarifas para 94% das exportações brasileiras em até quatro anos e amplie acesso ao mercado europeu.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que, em até quatro anos, 94% do que o Brasil exporta para a União Europeia entrará no bloco sem cobrança de tarifa de importação. A estimativa foi apresentada pelo ministro Márcio Elias Rosa nesta quinta-feira (22), em Porto Alegre (RS), durante o evento Conexões Produtivas, promovido pela ApexBrasil.
O dado interessa diretamente a exportadores brasileiros porque a tarifa de importação é um custo cobrado na entrada da mercadoria no país de destino. Quanto menor esse custo, maior a chance de o produto brasileiro competir em condições mais próximas das de fornecedores locais ou de outros países.
O que a projeção do MDIC indica
Segundo o ministro, desde maio há um número muito grande de produtos brasileiros sujeitos à tarifa zero na entrada da União Europeia. A estimativa é que, em quatro anos, 94% daquilo que o Brasil exporta para o bloco não tenha tarifa.
Elias Rosa apontou o alívio tributário como um dos principais motores do acordo comercial entre o Mercosul e os países europeus. A fala foi feita a jornalistas durante o encontro com empresários e representantes do setor produtivo.
Preparação para aproveitar as oportunidades
O evento Conexões Produtivas, liderado pela ApexBrasil, discute estratégias para que os empresários aproveitem as oportunidades abertas pelo acordo. A agenda inclui apoio a empresas nacionais, diversificação comercial e integração produtiva e cooperação bilateral.
O prazo de quatro anos indicado pelo MDIC funciona como referência para a transição tarifária. Nesse intervalo, a expectativa do governo é de que a maior parte da pauta exportadora brasileira destinada ao mercado europeu passe a entrar sem imposto de importação.
Outras negociações em paralelo
Elias Rosa destacou ainda o avanço das negociações do Mercosul com o Canadá. Ele afirmou que é desse modo que o Brasil enfrenta as situações geopolíticas que surgiram, com apoio às empresas nacionais e busca de diversificação comercial.
Sobre os Estados Unidos, o ministro disse que torce para que seja fechado um “bom acordo” sobre o tarifaço. A declaração foi feita no mesmo evento, ao lado de outras prioridades da política comercial brasileira.
O que o exportador deve acompanhar
A projeção do MDIC serve como sinal para setores que já vendem ou pretendem vender à União Europeia. O ponto central é acompanhar quais produtos entram na lista de tarifa zero ao longo dos próximos quatro anos e como as empresas poderão se adaptar às regras do acordo.
O ministro também vinculou o acordo à estratégia de integração produtiva e cooperação bilateral. Para o governo, esse conjunto de medidas ajuda o Brasil a lidar com cenários geopolíticos que surgiram e a ampliar mercados para a produção nacional.
Por que importa para o Brasil
Para o Brasil, a perspectiva de vender 94% da pauta à União Europeia sem tarifa reduz um custo cobrado na entrada dos produtos e pode melhorar a competitividade das exportações brasileiras no mercado europeu. O efeito prático depende de as empresas conseguirem aproveitar as preferências e de a desgravação avançar no prazo projetado pelo MDIC. A diversificação comercial defendida pelo ministro também interessa ao país, que busca alternativas em meio ao tarifaço dos Estados Unidos.
