EUA ordenam saída de funcionários da Arábia Saudita após ataques

EUA ordenam saída de funcionários não essenciais da Arábia Saudita após ataques houthis a aeroportos e infraestrutura, incluindo instalações de energia.

Vetor Geopolítico2 min de leituraDefesa

Os Estados Unidos ordenaram que funcionários não essenciais de sua embaixada na Arábia Saudita e familiares deixem o país, em resposta à escalada de ataques atribuídos aos houthis contra alvos sauditas. A decisão ocorre após ofensivas contra aeroportos e infraestrutura de energia, elevando os riscos para a circulação de pessoas e para instalações ligadas ao petróleo.

Retirada abrange a missão diplomática na Arábia Saudita

A ordem do Departamento de Estado vale para funcionários não essenciais da embaixada em Riad e de consulados ligados à missão, além de familiares elegíveis. Trata-se de uma retirada obrigatória para o grupo afetado; os serviços considerados essenciais podem continuar funcionando.

A medida não foi estendida, por enquanto, às demais embaixadas americanas no Golfo. O governo dos EUA informou que essas representações podem ter alterações temporárias de pessoal, mas já operam sob restrições que limitam o número de funcionários presentes. Alertas anteriores também recomendaram cautela a cidadãos americanos na região.

Ataques atingem aeroportos e instalações de energia

O aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, foi alvo de uma ofensiva em 10 de outubro que matou 13 pessoas, incluindo um cidadão americano, e deixou centenas de feridos. O local ficou fechado e retomou operações limitadas nesta quarta-feira, com voos de algumas companhias sauditas. Grandes empresas aéreas ainda cancelaram serviços para Riad até meados de novembro.

Os houthis reconheceram ter atacado o aeroporto, mas não apresentaram provas para a alegação de que a Arábia Saudita teria usado o local para enviar equipamento militar a forças do governo iemenita. As autoridades americanas alertaram que as hostilidades podem se espalhar para além das áreas já afetadas e causar novas interrupções nas viagens.

Queda de destroços mata dois perto de campo petrolífero

Também nesta quarta-feira, o Ministério da Energia saudita informou que destroços de um drone interceptado caíram perto do campo petrolífero de Shaybah, próximo à fronteira com os Emirados Árabes Unidos. Duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas. O ministério não identificou quem lançou o aparelho, nem informou que a produção de petróleo tenha sido interrompida.

A ocorrência mostra como ataques dirigidos a instalações de energia podem causar vítimas mesmo quando os drones são interceptados. Na mesma jornada, forças da coalizão liderada pelos sauditas relataram a interceptação de drones houthis, enquanto o conflito no Iêmen se intensifica após o colapso de uma trégua de quatro anos, em junho.

Embaixada já funcionava com equipe reduzida

A representação americana em Riad havia sido danificada no início da guerra com o Irã e passou meses operando com um quadro mínimo. Alguns diplomatas tinham retornado nos meses recentes, mas a nova ordem reduz novamente a presença de funcionários não essenciais e seus familiares.

O próximo passo é a saída das pessoas abrangidas pela determinação, enquanto os serviços diplomáticos essenciais seguem em funcionamento. A dimensão dos riscos também dependerá de como evoluirão os ataques a aeroportos e infraestrutura saudita, sem que haja, até o momento, indicação de dano à produção petrolífera.

Por que importa para o Brasil

A tensão em torno de aeroportos e instalações petrolíferas sauditas pode aumentar a preocupação com a oferta global de petróleo e pressionar os preços. Para o Brasil, mudanças no preço internacional do barril podem se refletir nos custos de combustíveis e de transporte, embora as informações disponíveis não indiquem interrupção da produção saudita.

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